segunda-feira, dezembro 18, 2006

Etapas de Integração


Caros irmãos;

um de nós enviou-nos, há tempos, algumas reflexões sobre o seu processo. Segue-se o nosso comentário. Espero que seja útil...


Y: "Sabes depois de algum tempo descobri que não é aniquilando a dualidade que existe em mim que me vai ajudar a avançar. Tenho é que transformar essa dualidade em unidade"


Sem dúvida. Esse é o caminho. Mas o que te fez pensar que é aniquilando um dos lados da dualidade que se avança?

Aniquilar NUNCA é o caminho excepto em relação e certas forças evolutivas aberrantes. Tudo o mais deve ser integrado.


Y: "...Como por exemplo a existência de duas pessoas em mim: Durante muito tempo preocupei-me em optar por uma e aniquilar a outra, isso só me trouxe instabilidade e medos, hoje tento cada dia que passa fundir uma na outra sem grandes atritos e consciente que ambas fazem parte do meu ser e do meu autoconhecimento."



...O Eu real e o Eu sombra. Ambos são essenciais à iluminação.

Lembremo-nos da grande chave da alquimia:

TU NÃO PODES TRANSFORMAR ALGO QUE AINDA NÃO APRENDESTE A AMAR!


Como integrar estes dois seres em nós?
Parece que existem duas etapas:

Etapa de Integração

É necessário estar atento aos momentos em que, espontaneamente e livremente, percebemos que devemos expandir horizontalmente e viver a expressão dos centros sub-diafragmáticos - dança, riso, paixão, amor humano, sexualidade e erotismo, experiência do mundo, iniciativas pessoais, art d'vivre, fazer dinheiro, criatividade horizontal, gerir negócios, comprar objectos, fazer amigos, etc... - e os momentos em que nosso ser profundo nos pede para nos abrirmos à vibração superior - oração, retiro, aspiração profunda, serviço, meditação e impessoalização da existência.

Os dois impulsos existem nesta etapa e devem ser assumidos.

Se tudo for feito com equilíbrio verificas que há um ritmo para cada aspecto. A respiração total do ser total prevê uma onda de impulso-vida que começa no Alto, desce aos níveis conscientes estimulando actividades inteligentes, desce ainda aos níveis sub-diafragmáticos estimulando expressões de enraizamento e depois volta a ascender até retornar à Sua Fonte.

Numa primeira fase a chave é coordenar os ritmos. Visualizar um "OITO" envolvendo com o primeiro círculo os aspectos superiores e internos e com o segundo ciclo os aspecto externos e de enraizamento.

Nesta etapa é essencial dar um tempo a cada coisa e uma oportunidade de cada aspecto do nosso ser se expressar.

Daí advém o equilíbrio, a alegria de viver e a gratidão da parte humana pelo facto de existir. Isto é essencial, de outro modo a busca do espirito transforma-se num mecanismo oculto do nosso super-ego, através do qual ele nos culpa, castiga e reprime.

Pessoas com super-egos muito fortes tendem a "vidrar" em metas espirituais supremas e a inibir, por puro orgulho perfeccionista, a expressão do ser inferior, sem passar pelas etapas de integração amorosa e auto-compaixão, expressões da alma enquanto psiquismo.

Cuidado com o super-ego, esse instrumento oculto, criado na infância, que sabota a nossa capacidade de sentir alegria e amor, calor instintivo e ancoragem na Terra, procurando destruir constantemente a vontade humana de se abrir à vida enquanto esta se apresenta sob a forma de prazer, alegria humana e pulsação-terra.

O super-ego pretende a sublimação e a espiritualização do homem a todo o custo e a todo o preço apenas como forma de exibir aos "pais" - ao mundo, a um agente aprovador exterior - um trofeu máximo.

Este super-ego é frio, calculista, saturnino e inflexível. É um príncipe rígido. Ele é especialmente perigoso porque usa as verdades superiores para ferir o ego - e não para transformá-lo - e imita o Eu Superior sob a forma de um Anjo absoluto e Castigador.

Todos os seres com tendências monásticas ou verdadeiramente espirituais devem vigiar este Ditador interior e denunciá-lo. Ele não serve o ser interno, é apenas uma expressão do medo de solidão traduzido sob a forma de compulsão em ser perfeito para agradar e impressionar os outros ou o Ego. Este sujeito quer ser o máximo, e já para amanhã: não sabe viver processos.

É essencial viver a etapa terrestre, sub-diafragmática, com paz, ritmo e equilíbrio. Como se disse a chave é coordenar essa etapa com os momentos em que a onda-de-vida reflui e pede para se exprimir como elevação, aspiração, oração, serviço, etc...

Enquanto estamos combinando, coordenando e vivendo os dois aspectos alternadamente estamos na etapa de integração. Cada ser tem o seu ritmo de integração, e o seu compasso de expressão. Isso depende das energias de raio da alma e da personalidade, da constante astrológica exotérica e da constante astrológica esotérica. Depende do ponto que cada ser ocupa na hierarquia da vida em função do trabalho de integração começado em vidas anteriores.

Eu diria que os seres com fortes traços espirituais mas com limitações de expressão tem um trabalho profundo para fazer no plano de integração.

Durante a etapa de integração as chaves são, entre outras:

Coordenação Trina: Instinto - Criatividade - Aspiração
Profunda humildade
Auto-perdão e auto-estima
Gratidão por todas as expressões da vida
Alegria de viver.
Contenção da frieza mental através da inteligência sensível - coração.
Contenção do desejo através da inteligência racional - mente.
Auto-Compaixão conduzindo a Compaixão pelos outros.
Abertura à alegria-prazer enquanto expressão de amor a nós mesmos
Simplicidade de mente e coração.
Vigilância do "super-ego" e do seu eterno companheiro o "libertino hedonista".
Amor à Beleza
Disciplina no uso do tempo.


Etapa de Fusão


A etapa de integração é o período no qual nossos corpos se exprimem e nossas tendências humanas legítimas são conhecidas e respeitadas. No entanto a maioria das pessoas estagna neste nível. Eles não sabem ler os sinais que tanto o ser inferior como o ser interno estão dando, a partir de certo momento, de que a etapa de fusão pode começar.

Nesta segunda fase não vivemos mais em separado os dois aspectos do homem - Céu e Terra - pelo contrário procuramos viver os aspectos sub-diafragmáticos em simultâneo com os aspectos superiores.

Eu diria que aqueles que se sentem completamente desvitalizados e internamente perdidos durante as actividades naturais, saudáveis e normais da vida estão começando o processo de fusão.

Nesta etapa não estamos mais "coordenando" mas "seleccionando": fundindo superior com terrestre.

Isso só é possível porque os corpos não se encontram reprimidos, negados ou violentados pelo gelo do super-ego. Estamos quentes, soltos, flexíveis e ágeis.

O psiquismo do indivíduo aceita a transformação e a disciplina porque está interessado na nova experiência - a experiência do Divino - e não porque se encontra sob nenhuma pressão pseudo-espiritual, restritiva.

Assim cada vez que nos surge uma oportunidade de expressão sub-diafragmática, em vez de fecharmos o canal com os reinos superiores ainda o abrimos mais. Realmente partimos para a experiência do mundo em total oração, meditação e amor ao Todo.

Nestas condições quais são as expressões sub-diaframáticas que podem sobreviver?

Subitamente percebemos que o caminho se estreita: apenas uma faixa de frequência muito estreita se torna possível de ser vivenciada. No plano sexual, criativo e existencial apenas expressões de qualidade superior são admitidas, e tendem a refinar-se ao ponto de algumas mesmo desaparecerem - transmudadas em luz.

Nessa fase verificamos que certas formas de estar não são compatíveis com a invocação e consciencialização da Presença constante de nosso Ser Total.

Só então se torna claro o que deve ser eliminado, e mesmo assim pela acção conjunta de nossa vontade de êxtase espiritual - em total liberdade - e de nosso Ser Interno em potência descendente.

Trata-se de um processo de educação.

Sabemos que a fusão de um aspecto terrestre com um aspecto interno realmente aconteceu porque o resultado é uma explosão de energia criativa, iniciativa impessoal, capacidade de serviço e eliminação total do mínimo vestígio de amargura ou tristeza. Em duas palavras RITMO SAGRADO.

As chaves incluem:

Sinceridade
Simplicidade
Aspiração constante
Visualização do próprio Ser Interno em glória sobre nossas cabeças
Amor ao Sublime
Disciplina
Honestidade
Pureza
Humor espiritual - essencial.
Alegria de estar no Seio do Pai-Mãe Universal
Vontade Espiritual
Superação de aparências
Consciência de Libertação
Amor incondicional

Grato
André

5 comentários:

Anónimo disse...

"(...)É essencial viver a etapa terrestre, sub-diafragmática, com paz, ritmo e equilíbrio. Como se disse a chave é coordenar essa etapa com os momentos em que a onda-de-vida reflui e pede para se exprimir como elevação, aspiração, oração, serviço, etc..."

"(...)Subitamente percebemos que o caminho se estreita: apenas uma faixa de frequência muito estreita se torna possível de ser vivenciada."

Não estaremos sempre integrando e em fusão?

Todo o meu Ser Agradece!!!

fernanda disse...

obrigada andré, a sua explicação foi magnífica.

E quão difícil me parece esse caminho!

Holograma disse...

Saudações André!
O Universo trouxe-me até aqui e fiquei "fascinada" com a simplicidade objectiva do que li sobre "o processo de fusão".
-"...Eu diria que aqueles que se sentem completamente desvitalizados e internamente perdidos durante as actividades naturais, saudáveis e normais da vida estão começando o processo de fusão..."-faz todo o sentido; eu começava a sentir que algo estava errado, que andava com a "mania" mas por outro lado a minha intuição contrapunha, dizendo que "não, estás no caminho certo".
Na realidade, tornei-me bastante selectiva se assim posso dizer, mas ao mesmo tempo sinto-me bastante humilde, uma poeirinha cósmica luzindo um pouquinho mais a cada dia...e muito fatigada mesmo!
Grata por esta partilha,
Rosário

Anónimo disse...

Obrigado André!
És uma ajuda preciosa!
Namaste

0 disse...

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